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Padrasto é preso após adolescente denunciar abusos em palestra da Polícia Civil em Canoas

  • Redação
  • 10 de jun.
  • 2 min de leitura

Programa Libertar da Polícia Civil incentiva vítimas a denunciarem abusos sexuais; suspeito foi preso preventivamente em Esteio.

Uma adolescente de 13 anos decidiu denunciar abusos sexuais cometidos pelo padrasto após participar de uma palestra do programa Libertar, promovida pela Polícia Civil, em uma escola de Canoas, na Região Metropolitana do Rio Grande do Sul. O suspeito, de 39 anos, foi preso preventivamente nesta segunda-feira (9), na cidade de Esteio.

Segundo o delegado Maurício Barison, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), o programa Libertar consiste na realização de palestras educativas em escolas, que orientam crianças e adolescentes sobre os sinais de abusos sexuais e como identificar e denunciar tais crimes.

“Policiais apresentam, durante as palestras, sinais indicativos de crimes sexuais e maneiras para as crianças e adolescentes identificarem os abusos e como denunciar. Ao final, as crianças se sentem encorajadas a contar suas experiências aos policiais civis”, explicou o delegado.

Após as denúncias, a Polícia Civil registra ocorrência e inicia investigação com depoimentos espontâneos das vítimas. No caso em Canoas, a adolescente relatou que sofria abusos do padrasto desde os nove anos, especialmente quando ficava sozinha em casa com o agressor.

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O homem preso já possuía antecedentes por porte ilegal de arma, cárcere privado, violência doméstica e utilizava tornozeleira eletrônica.

O que é o programa Libertar?

Criado em 2023, o programa Libertar é uma iniciativa da Polícia Civil que promove palestras preventivas em escolas, com foco na identificação e prevenção de crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Ao término da palestra, as escolas oferecem uma sala privativa para que os alunos possam conversar individualmente com policiais, facilitando relatos espontâneos de abusos sem necessidade de deslocamento para delegacias, reduzindo o risco de revitimização.

A Polícia Civil destaca que, caso haja necessidade de intervenção imediata, a rede de proteção é acionada para retirar a vítima do ciclo de violência sexual o quanto antes.

A iniciativa já contribuiu para a revelação de diversos casos e reforça a importância da prevenção e do acolhimento adequado para vítimas de abuso.

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