Nikolas Ferreira afirma que Moraes será o primeiro alvo de impeachment em 2027
Deputado do PL defende que a oposição avance contra o ministro do STF no Senado e critica condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), será o primeiro da lista de pedidos de impeachment que a direita pretende impulsionar no Senado Federal em 2027.
A declaração foi feita em entrevista à Rádio Itatiaia, publicada neste sábado, 17 de outubro. Segundo o parlamentar, a nova composição do Senado poderá abrir espaço para que a oposição avance com iniciativas contra integrantes da Suprema Corte.

“Ele percebeu a força que nós temos agora no Senado, com senadores suficientes para fazer impeachment de ministros e ele é o primeiro da fila. Não tem anistia para Alexandre de Moraes”, declarou Nikolas.
A manifestação reforça a pressão de setores da direita sobre o ministro, que tem sido alvo de críticas de parlamentares ligados ao campo conservador por decisões judiciais envolvendo apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Deputado critica condenações do 8 de janeiro
Durante a entrevista, Nikolas também questionou as penas aplicadas aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023.
Entre os casos citados está o de Débora Rodrigues, conhecida como “Débora do Batom”, condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos. O deputado considera as punições desproporcionais e defende que as decisões judiciais sejam revistas.
Nikolas afirmou ainda que Moraes deverá ser responsabilizado por sua atuação nos processos relacionados aos ataques.
As declarações representam a posição política do parlamentar. Eventuais medidas contra ministros do STF dependem dos procedimentos legais e da análise das instâncias competentes.
Impeachment depende de tramitação no Senado
Pela Constituição Federal, compete privativamente ao Senado processar e julgar ministros do Supremo Tribunal Federal por crimes de responsabilidade. A apresentação de um pedido, porém, não significa que o processo será aberto ou que haverá afastamento do magistrado.
O procedimento exige análise da denúncia e o cumprimento das etapas previstas na legislação. Para uma condenação, são necessários os votos de dois terços dos senadores, conforme as regras aplicáveis.
A movimentação anunciada por Nikolas ocorre em meio à reorganização das forças políticas após as eleições legislativas de 2026 e à disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), cujo segundo turno está previsto para 25 de outubro.
Fontes: Rádio Itatiaia e Senado Federal.
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