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MAIS DE 33 PAÍSES ORIENTAM FAMÍLIAS A MANTER ESTOQUES PARA EMERGÊNCIAS

Foto do escritor: Educadora Redação
Educadora Redação
há 3 horas
2 min de leitura

Orientações de proteção civil adotadas em mais de 33 países recomendam que famílias mantenham em casa reservas de água, alimentos não perecíveis, medicamentos e outros itens essenciais para enfrentar situações de emergência. As recomendações ganharam repercussão internacional após o Reino Unido lançar, em outubro de 2026, a campanha “Be Ready”, que incentiva a população a estar preparada para enfrentar pelo menos 72 horas de interrupção nos serviços básicos.

O levantamento que aponta 33 países foi divulgado pela revista Newsweek, que reuniu orientações de diferentes governos. Não se trata de uma determinação conjunta nem de um alerta internacional sobre uma crise iminente. Cada país possui recomendações próprias, estabelecidas conforme seus riscos e políticas de prevenção.


Reino Unido recomenda autonomia por três dias

A campanha britânica “Be Ready” orienta os moradores a manter suprimentos suficientes para três dias, considerando situações como tempestades, enchentes, incêndios florestais, interrupções no fornecimento de energia e água, além de ataques cibernéticos que possam afetar serviços essenciais.

Entre os itens recomendados estão:

  • Água potável e alimentos não perecíveis;

  • Lanterna e pilhas extras;

  • Rádio portátil a bateria ou de funcionamento manual;

  • Carregador portátil para celular;

  • Medicamentos de uso contínuo e itens de primeiros socorros;

  • Dinheiro em espécie;

  • Produtos de higiene pessoal e documentos importantes.

A recomendação britânica é reservar aproximadamente 3 litros de água potável por pessoa ao dia. Para uma família de quatro pessoas, isso representa 36 litros para três dias, sem contar a água adicional necessária para higiene e preparo de alimentos.


Recomendações variam entre os países

Embora a autonomia por 72 horas seja uma das orientações mais comuns, alguns países recomendam períodos maiores.

Na Suécia e na Noruega, por exemplo, a orientação é manter suprimentos para aproximadamente uma semana. Na Alemanha, as recomendações podem chegar a dez dias.

O objetivo é permitir que as famílias tenham condições de enfrentar os primeiros momentos de uma emergência enquanto os serviços públicos e as equipes de atendimento trabalham para restabelecer a normalidade.


Por que os governos fazem essas recomendações?

As orientações consideram diferentes situações que podem comprometer o funcionamento das cidades, como eventos climáticos extremos, enchentes, incêndios, terremotos, falhas no abastecimento, interrupções de energia e problemas em sistemas de comunicação.

A preparação doméstica também ajuda a reduzir a pressão sobre os serviços de emergência, permitindo que os recursos disponíveis sejam direcionados prioritariamente às pessoas em situação de maior vulnerabilidade.


Não há alerta de uma crise mundial iminente

Apesar da repercussão do levantamento, as recomendações não significam que os governos estejam anunciando uma guerra, um apagão programado ou uma catástrofe global.

A proposta é de prevenção: manter uma reserva básica de itens essenciais, conhecer os riscos da região e saber como agir diante de uma interrupção temporária dos serviços.

A orientação é organizar os suprimentos gradualmente, considerando o tamanho da família, as necessidades individuais, os medicamentos utilizados e as condições de armazenamento.


Fonte: Newsweek; Governo do Reino Unido; Cruz Vermelha Britânica; orientações internacionais de proteção civil.


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