Ligação entre Lula e Trump destaca retirada de tarifas e novo pacto sobre comércio e segurança
- Redação
- 2 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Em ligação de 40 minutos, Lula agradeceu a Trump pela retirada de sobretaxas sobre produtos brasileiros e cobrou fim total das tarifas, ao mesmo tempo em que propôs cooperação bilateral no combate ao crime organizado.
Nesta terça-feira (2 de dezembro de 2025), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por cerca de 40 minutos com o presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump. A ligação, classificada pelo governo brasileiro como “muito produtiva”, tratou de temas centrais para a agenda bilateral: a revisão de tarifas sobre exportações brasileiras e a ampliação da cooperação no combate ao crime organizado internacional.

Na conversa, Lula elogiou a recente decisão dos EUA de remover a sobretaxa de 40% que incidia sobre uma parte dos produtos exportados pelo Brasil — incluindo itens como carne, café, frutas e outros produtos agrícolas. Apesar desse avanço, o presidente destacou que ainda há setores importantes — especialmente industriais ou de maior valor agregado — que permanecem sujeitos a tarifas adicionais, representando cerca de 22% das exportações brasileiras aos Estados Unidos.
Agenda comercial: além da retirada parcial, pressão por eliminação total
Para o governo brasileiro, a retirada de tarifas sobre produtos agrícolas representa um alívio para exportadores — sobretudo do agronegócio — e uma chance de recuperar parte da competitividade perdida desde o início do “tarifaço”. No entanto, a ênfase de Lula é clara: não basta a remoção parcial; é preciso avançar rápido para eliminar todas as barreiras que ainda pesam sobre a pauta exportadora.
O governo brasileiro busca acelerar as negociações com os EUA para garantir que os setores industriais e de bens de maior valor agregado — historicamente mais sensíveis a tarifas — possam voltar a exportar sem restrições, protegendo empregos e fomentando a produção nacional.
Cooperação ampliada: comércio e segurança na nova pauta bilateral
Além da pauta comercial, a conversa entre Lula e Trump abordou a necessidade de cooperação conjunta no combate ao crime organizado internacional. O Brasil enfatizou que recentes operações federais — visando desarticular redes de lavagem de dinheiro e financiamento de facções — identificaram ramificações que operam a partir do exterior, e que a colaboração dos EUA é fundamental para ações efetivas.
Trump, por sua vez, manifestou disposição para cooperar com o Brasil em iniciativas conjuntas de segurança, o que abre espaço para um novo formato de diálogo diplomático que vai além do comércio, ampliando a importância estratégica da relação bilateral.
Impactos esperados e desafios pela frente
A possível eliminação total das tarifas pode impulsionar as exportações brasileiras para os EUA, especialmente nos setores agrícola e industrial, contribuindo para a recuperação econômica e a competitividade global.
O agronegócio — que já vinha sentindo os efeitos do tarifaço — pode ser um dos principais beneficiados, com expectativas de aumento nas vendas externas e consolidação de mercados.
A inclusão da cooperação em segurança na agenda bilateral indica que as relações entre Brasil e EUA podem se expandir além do comércio, abrindo espaço para ações conjuntas em inteligência, controle de fluxos ilícitos e combate ao crime transnacional.
No entanto, a negociação para eliminar tarifas residuais enfrenta resistência interna de grupos preocupados com competitividade americana, e o Brasil terá de garantir vantagens competitivas para justificar pedidos de isenção total — sem comprometer acordos e regulações internacionais.
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