Investigação no Banco Central aponta falhas na gestão de Campos Neto no Caso Master
- Educadora Redação
- 29 de jan.
- 2 min de leitura
Auditoria interna do BC analisa atuação da autarquia e possíveis atrasos na liquidação do Banco Master.
O Banco Central (BC) abriu uma investigação interna para apurar em detalhes a atuação da gestão de Roberto Campos Neto no caso envolvendo o Banco Master, instituição financeira que enfrenta suspeitas de irregularidades e cuja liquidação extrajudicial ocorreu em novembro de 2025. A auditoria, conduzida pela corregedoria da autarquia, busca esclarecer se houve falhas de fiscalização e eventuais atrasos na adoção de medidas mais severas antes da intervenção.
Conforme apuração, a principal linha de trabalho da investigação é avaliar se existiam elementos suficientes para que a liquidação do Banco Master fosse decretada antes, o que poderia ter mitigado um potencial rombo no sistema financeiro, estimado em dezenas de bilhões de reais para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e outros investidores.

A investigação interna acompanha desde a autorização dada pelo BC para a transferência de controle do então Banco Máxima ao Banco Master, passando pela evolução das operações da instituição até a consolidação de problemas de liquidez identificados em 2024. O processo responde ao avanço de apurações feitas pelo Ministério Público Federal no âmbito da chamada Operação Compliance Zero, que investiga possíveis fraudes como venda de carteiras fictícias e gestão temerária.
Críticas à gestão de Campos Neto
Durante a gestão de Roberto Campos Neto (2019-2024), o Banco Master cresceu de forma acelerada, ampliando suas operações e, segundo relato de reportagem que baliza a investigação, o então presidente da autoridade monetária tinha conhecimento dos sinais de crise no banco, mas optou por não adotar medidas extremas com rapidez, como a liquidação ou intervenção. Em ao menos duas ocasiões no ano de 2024, Campos Neto teria participado de discussões para buscar “soluções definitivas” que evitassem o fechamento da instituição — ações estas que não resultaram em medidas drásticas naquele período.
Fontes de mercado comentam que essa postura pode ter sido influenciada por uma política mais permissiva do BC para ampliar a concorrência no setor financeiro, estimulando o crescimento de bancos de menor porte e fintechs. No entanto, no caso do Master, essa abordagem pode ter facilitado uma expansão desordenada que culminou em problemas graves de liquidez.
Repercussões e próximos passos
A auditória interna segue em sigilo, sem prazo definido para conclusão, mas com o objetivo de não só identificar responsabilidades internas e possíveis falhas procedimentais no BC, mas também de aperfeiçoar mecanismos de supervisão e governança para evitar que casos semelhantes ocorram no futuro.
O caso tem ganhado atenção de outros órgãos públicos e tribunais de contas, que observam se houve demora ou omissão na atuação do regulador durante a evolução da crise no Banco Master. A ampliação da investigação e eventuais implicações para executivos ou gestores ainda não foi oficialmente divulgada.
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