Flávio Bolsonaro descarta irmão como ministro das Relações Exteriores
Durante sabatina na TV Globo, candidato à Presidência elogiou atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, mas afirmou que ele não comandará o Itamaraty em eventual governo.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, descartou a possibilidade de nomear o irmão, Eduardo Bolsonaro, para o Ministério das Relações Exteriores caso seja eleito. A declaração foi feita na sexta-feira, 16 de outubro, durante sabatina na TV Globo.

Ao comentar a atuação do ex-deputado nos Estados Unidos, Flávio elogiou o trabalho do irmão no exterior, mas afirmou que a função de chanceler não está nos planos.
“Eduardo não será meu chanceler! Ele é um perseguido político que está denunciando as arbitrariedades aqui do Brasil. Eduardo faz um trabalho brilhante nos Estados Unidos, mas pra ele ser chanceler é outra história”, declarou o candidato.
Flávio também defendeu a atuação política do irmão fora do país. Segundo ele, Eduardo busca denunciar o que considera violações à liberdade de expressão e à democracia no Brasil.
Condenação e críticas ao STF
Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, em um caso relacionado à tentativa de interferência no julgamento da trama golpista. Em 8 de outubro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início do cumprimento da pena.
Na ocasião, Flávio criticou a decisão judicial e acusou o ministro de tentar criar um factoide para interferir no processo eleitoral.
As declarações ocorrem durante a campanha para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, previsto para 25 de outubro.
Fontes: Agência Brasil, UOL e SBT News.
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